Toda final de campeonato tem a sua peculiaridade. Em fevereiro de 2007, assisti à decisão da Taça da Liga Inglesa entre Arsenal e Chelsea ao lado de um amigo londrino, torcedor fanático dos Gunners.

Mesmo depois de tanto tempo, ainda me lembro daquela partida, principalmente por causa do detalhe que, na minha opinião, definiu o campeão: Arséne Wenger optou por escalar os reservas, enquanto que José Mourinho colocou o que tinha de melhor em campo.

Uma observação: Wenger não optou pelos reservas “de sacanagem”. Como a Taça da Liga é a competição menos importante do calendário dos grandes ingleses, é normal que os técnicos optem por colocar em campo times mistos e/ou reservas com o objetivo de poupar os principais jogadores para as competições que realmente interessam, como a Liga dos Campeões e o Campeonato  Nacional.

Wenger, então, quis “homenagear” os jogadores que tinham chegado à grande final, mantendo-os no onze inicial.

Resultado: Os Blues, mais experientes, entrosados e melhores tecnicamente, venceram a partida de virada, com dois gols de Didier Drogba.

O meu amigo saiu do bar muito irritado. Para ele a culpa era do treinador do Arsenal…

“Ele tinha que ter escalado os melhores, tinha que ter escalado os melhores”, repetia a todo instante.

Torcedor não entende essas coisas, ainda mais quando perde…

No Porto e Benfica de hoje, Jesualdo não foi tão radical como Wenger, mas manteve em campo o guarda-redes Nuno Espírito Santo, titular em toda a trajetória dos Dragões na Taça da Liga.

Apesar de ser o terceiro nas opções de Jesualdo, a escalação do experiente Nuno era questão de justiça, certo?

Certo!

Mas não é que aos 10 minutos de jogo o guarda-redes toma um frango histórico num chute despretensioso do volante Rúbem Amorim e, minutos mais tarde,  toma outro gol do meio da rua?

Os Dragões sentiram muito os dois gols e não tiveram forças para iniciar uma reação.

Perto do  final do jogo, o Benfica ainda marcou mais um para coroar o título e a excelente campanha que vem fazendo esta época.

Hoje é dia de festa em Lisboa! O Benfica é bicampeão da Taça da Liga.

Mas e o torcedor do Porto?

 Será que ele entendeu a escalação do terceiro goleiro?

Será que ele não está em casa pensando em como teria sido a final se o Hélton tivesse começado como titular?

Será que ele irritadíssimo por ter perdido a final contra o seu maior rival?

Pois é… Tem coisas que o torcedor não entende.

E para falar a verdade, nem eu…

A decadência dos clubes holandeses

Tenho ótimas recordações da minha infância, de quando assistia os jogos do campeonato holandês ao lado do meu saudoso avô. Não sei se era exatamente pelo futebol ou pelo fato dos jogos coincidirem com a hora da sobremesa que a minha avó servia, mas a verdade é que eu adorava passar aquelas tardes assistindo os jogos da Erediviese.

Meu avô, apesar de ter ido diversas vezes ao Maracanã, entendia muito pouco de futebol. Mas digamos que ele era esforçado…

Pelo menos  três vezes a cada tempo ele me perguntava quem estava jogando. Afinal, não era fácil decorar o nome daqueles times. Era um tal de MVV, Heeren-não-sei-o-que-lá, alguma-coisa-noord. Enfim…

E quando era gol?

Quando era gol, ele sempre perguntava o nome do jogador que tinha marcado. Queria estar por dentro de tudo!

Na Holanda, para o azar dele, os artilheiros costumavam ter nomes muito esquisitos… Era o tal do Pierre van Hooijdonk, Jimmy Floyd Hasselbaink, e por aí vai… Resultado: Ele não entendia nada, mas pedia para repetir até desistir de decorar.

Coitado…

Naquela época – meados da década de 1990-, os clubes holandeses eram muito competitivos. As partidas eram bem jogadas, havia vários craques em campo… Dava  mesmo vontade de assistir.

O Ajax, campeão da europa e do mundo, tinha Van der Sar, Litmanem, Davids, Finidi, irmãos de Boer, Overmars, Kluivert e Kanu; o PSV,  além do Ronaldo fenômeno, tinha Stam, Zenden, Cocu, Luc Nilis e Gudjohnsen; o Feyenoord não ficava atrás com Ed de Goy, Bosvelt, Julio Cruz e Larsson; Roy Maakay jogava no Vitesse,  John dal Tomasson no Heereveen e assim por diante…

Mas o tempo foi passando, eu cresci, passei a acordar tarde nos fins de semana, sair, viajar, e as visitas à casa dos meus avós começaram a diminuir… a ESPN, durante um período, deixou de transmitir os jogos e, aos poucos, eu me afastei do holandesão.

Muito tempo depois, quando eu já vivia em Londres, fui convidado por um amigo para passar um fim de semana em Amsterdam.

O convite foi aceito na hora!

E, para a nossa sorte, o Ajax jogaria em casa, na Amesterdam ArenA, contra o Sparta.

Como já faz muito tempo, não me recordo de detalhes da partida, mas lembro que foi um dos jogos mais chatos que assisti em toda a minha vida. E olha que a partida terminou 6×2 para o Ajax… Vi oito gols e achei a partida insuportável! Incrível, não?

O jogo foi muito fraco tecnicamente… Se o Ajax não era lá essas coisas, vocês nem imaginam como era o tal do Sparta. Um horror!

Totalmente diferente dos jogos que eu assistia na companhia do meu avô.

O nível do futebol praticado na Holanda caiu muito nos últimos anos. Os três grandes clubes  (Ajax, Feyenoord e PSV) não são nem sombra do que eram há 15, 20 anos. Nenhum dos três participou da última Champions League.

O futebol holandês foi representado – muito mal, por sinal – pelo atual campeão nacional, AZ Alkmaar e pelo FC Tweente. E, pasmem, nenhum dos dois conseguiu obter uma única vitória na competição.

 Hoje, a Erediviese serve de vitrine para jovens jogadores que sonham em atuar nos maiores campeonatos da Europa, tal e qual o nosso campeonato brasileiro. Os times são formados por jogadores muito jovens que, caso sejam talentosos, são vendidos antes dos 23 anos, e por veteranos que não têm mais lugar nos principais clubes do continente.

Essa nova realidade acaba refletindo na seleção nacional, que já não tem a mesma força da Laranja Mecânica de outras épocas. Van Persie, Van der Vaart, Kuyt e Robben são bons jogadores? Sim… Mas não servem para engraxar a chuteira de craques como Cruyff, Rosenbrink, Gullit, Rijkaard, van Basten e Bergkamp.

Adoraria ver Ajax e PSV brigando de igual para igual com ingleses, italianos e espanhóis pela Champions League… Sinto falta de ver ver o Feyenoord disputando as principais competições europeias…

Mas, analisando a atual conjuntura, acho muito difícil que eles voltem a ser o que eram. Os três estão cada vez mais frágeis, apostam em jogadores praticamente ainda adolescentes, e não há dinheiro para fazer grandes investimentos.

Dá-me a  impressão de que a liga e os clubes holandeses pararam no tempo. Ficaram estacionados ali, há 15, 20 anos, exatamente onde eu os deixei.

Tenho ótimas recordações da minha infância, de quando assistia os jogos do campeonato holandês ao lado do meu saudoso avô. Não sei se era exatamente pelo futebol ou pelo fato dos jogos coincidirem com a hora da sobremesa que a minha avó servia, mas a verdade é que eu adorava passar aquelas tardes assistindo futebol.
Meu avô, apesar de ter ido diversas vezes ao Maracanã, entendia muito pouco de futebol. Mas, digamos que era esforçado…
Pelo menos  três vezes a cada tempo ele me perguntava quem estava jogando. Afinal, não era fácil decorar o nome esquisito daqueles times. Era um tal de MVV, Heeren-não-sei-o-que-lá, alguma-coisa-noord.
E quando era gol?
Quando era gol, ele sempre perguntava o nome do jogador que tinha marcado. Eu respondia alguma coisa “oink“, “aink” ou “mars” e ele pedia para repetir até desistir de decorar.
Os clubes holandeses eram muito competitivos na década de 1990. As partidas eram bem jogadas, havia vários craques em campo… Dava  mesmo vontade de assistir.
O Ajax, campeão da europa e do mundo, tinha Van der Sar, Litmanem, Davids, Finidi, irmãos de Boer, Overmars, Kluivert e Kanu; o PSV,  além do Ronaldo fenômeno, tinha Stam, Zenden, Cocu, Luc Nilis e Gudjohnsen; o Feyenoord não ficava atrás com Ed de Goy, Bosvelt, Julio Cruz e Larsson; Roy Maakay jogava no Vitesse,  John dal Tomasson no Heereveen e assim por diante…
Só que o tempo foi passando, eu fui crescendo, passei a acordar tarde nos fins de semana, sair, viajar, e as visitas à casa dos meus avós começaram a diminuir… a ESPN, durante um período, deixou de transmitir os jogos, e, aos poucos, eu fui me afastando do holandesão.
Mas o destino quis que nós nos reencontrássemos, dessa vez pessoalmente – que maravilha!, na Amsterdam ArenA. Foi há três anos que, ao lado do meu amigo Gastal, fui à capital dos Países Baixos para passar um agradável fim de semana. Na agenda estava, é claro, a partida do Ajax contra o Sparta.
Depois de passarmos alguns momentos de apreensão graças ao boato de que a lotação estava esgotada, conseguimos comprar ingressos para um setor razoável do estádio, que é, sem dúvidas, um dos mais bonitos que eu já conheci.
Como já faz muito tempo, não me recordo de detalhes da partida, mas lembro que foi um dos jogos mais chatos que assisti em toda a minha vida. E olha que a partida terminou 6×2 para o Ajax… Vi oito gols e achei a partida insuportável! Incrível, não?
O jogo foi muito fraco tecnicamente… Se o Ajax não era lá essas coisas, vocês nem imaginam como era o tal do Sparta. Um horror!
Totalmente diferente dos jogos que eu assistia na companhia do meu avô.
O nível do futebol praticado na Holanda caiu muito. Os três grandes clubes  (Ajax, Feyenoord e PSV) não são nem sombra do que eram há 15, 20 anos. Nenhum dos três participou da última Champions League. O futebol holandês foi representado – muito mal, por sinal – pelo atual campeão nacional, AZ Alkmaar e pelo FC Tweente. E, pasmem, nenhum dos dois conseguiu obter uma única vitória na competição.
 Hoje, a Erediviese serve de vitrine para jovens jogadores que sonham em atuar nos maiores campeonatos da Europa, tal e qual o nosso campeonato brasileiro. Os times são formados por jogadores muito jovens que, caso sejam talentosos, são vendidos antes dos 23 anos, e por veteranos que não têm mais lugar nos principais clubes do continente.
Essa nova realidade acaba refletindo na seleção nacional, que já não tem a mesma força da Laranja Mecânica de outras épocas. Van Persie, Van der Vaart, Kuyt e Robben, são bons jogadores? Sim… Mas não servem para engraxar a chuteira de craques como Cruyff, Rosenbrink, Gullit, Rijkaard, van Basten e Bergkamp.
Dá-me a  impressão que a liga e os clubes holandeses pararam no tempo. Ficaram estacionados ali, há 15, 20 anos, exatamente onde eu os deixei.

Tenho ótimas recordações da minha infância, de quando assistia os jogos do campeonato holandês ao lado do meu saudoso avô. Não sei se era exatamente pelo futebol ou pelo fato dos jogos coincidirem com a hora da sobremesa que a minha avó servia, mas a verdade é que eu adorava passar aquelas tardes assistindo futebol.
Meu avô, apesar de ter ido diversas vezes ao Maracanã, entendia muito pouco de futebol. Mas, digamos que era esforçado…
Pelo menos  três vezes a cada tempo ele me perguntava quem estava jogando. Afinal, não era fácil decorar o nome esquisito daqueles times. Era um tal de MVV, Heeren-não-sei-o-que-lá, alguma-coisa-noord.
E quando era gol?
Quando era gol, ele sempre perguntava o nome do jogador que tinha marcado. Eu respondia alguma coisa “oink“, “aink” ou “mars” e ele pedia para repetir até desistir de decorar.
Os clubes holandeses eram muito competitivos na década de 1990. As partidas eram bem jogadas, havia vários craques em campo… Dava  mesmo vontade de assistir.
O Ajax, campeão da europa e do mundo, tinha Van der Sar, Litmanem, Davids, Finidi, irmãos de Boer, Overmars, Kluivert e Kanu; o PSV,  além do Ronaldo fenômeno, tinha Stam, Zenden, Cocu, Luc Nilis e Gudjohnsen; o Feyenoord não ficava atrás com Ed de Goy, Bosvelt, Julio Cruz e Larsson; Roy Maakay jogava no Vitesse,  John dal Tomasson no Heereveen e assim por diante…
Só que o tempo foi passando, eu fui crescendo, passei a acordar tarde nos fins de semana, sair, viajar, e as visitas à casa dos meus avós começaram a diminuir… a ESPN, durante um período, deixou de transmitir os jogos, e, aos poucos, eu fui me afastando do holandesão.
Mas o destino quis que nós nos reencontrássemos, dessa vez pessoalmente – que maravilha!, na Amsterdam ArenA. Foi há três anos que, ao lado do meu amigo Gastal, fui à capital dos Países Baixos para passar um agradável fim de semana. Na agenda estava, é claro, a partida do Ajax contra o Sparta.
Depois de passarmos alguns momentos de apreensão graças ao boato de que a lotação estava esgotada, conseguimos comprar ingressos para um setor razoável do estádio, que é, sem dúvidas, um dos mais bonitos que eu já conheci.
Como já faz muito tempo, não me recordo de detalhes da partida, mas lembro que foi um dos jogos mais chatos que assisti em toda a minha vida. E olha que a partida terminou 6×2 para o Ajax… Vi oito gols e achei a partida insuportável! Incrível, não?
O jogo foi muito fraco tecnicamente… Se o Ajax não era lá essas coisas, vocês nem imaginam como era o tal do Sparta. Um horror!
Totalmente diferente dos jogos que eu assistia na companhia do meu avô.
O nível do futebol praticado na Holanda caiu muito. Os três grandes clubes  (Ajax, Feyenoord e PSV) não são nem sombra do que eram há 15, 20 anos. Nenhum dos três participou da última Champions League. O futebol holandês foi representado – muito mal, por sinal – pelo atual campeão nacional, AZ Alkmaar e pelo FC Tweente. E, pasmem, nenhum dos dois conseguiu obter uma única vitória na competição.
 Hoje, a Erediviese serve de vitrine para jovens jogadores que sonham em atuar nos maiores campeonatos da Europa, tal e qual o nosso campeonato brasileiro. Os times são formados por jogadores muito jovens que, caso sejam talentosos, são vendidos antes dos 23 anos, e por veteranos que não têm mais lugar nos principais clubes do continente.
Essa nova realidade acaba refletindo na seleção nacional, que já não tem a mesma força da Laranja Mecânica de outras épocas. Van Persie, Van der Vaart, Kuyt e Robben, são bons jogadores? Sim… Mas não servem para engraxar a chuteira de craques como Cruyff, Rosenbrink, Gullit, Rijkaard, van Basten e Bergkamp.
Dá-me a  impressão que a liga e os clubes holandeses pararam no tempo. Ficaram estacionados ali, há 15, 20 anos, exatamente onde eu os deixei.

Quando assinou pelo Benfica, Ramires se surpreendeu com a quantidade de jogadores brasileiros atuando em Portugal. Segundo o site da LPF, pouco mais da metade dos jogadores inscritos na Liga Sagres (1ª divisão) são portugueses, ou seja, de um total de 480 atletas, 242 nasceram em Portugal (50,42%). Dos 238 jogadores restantes, 132 vieram do Brasil.

É, Ramires… Eu também me surpreendi quando cheguei aqui. Ainda mais porque a maioria não construiu carreira no Brasil… Esses atletas vieram para cá muito cedo ou de equipes não tão conhecidas, como é o caso do Corinthians de Alagoas, último clube brasileiro dos incontestável Deco.

A verdade é que muitos brasileiros que jogam em Portugal são de segunda ou terceira linha. Até a versão brasileira do football facts nos alerta para isto:

Aquele fera meia-boca que jogou no seu time há uns três anos e depois sumiu provavelmente está escondido no futebol português, mais precisamente no Belenenses

Se você for parar para pensar, esse fact é mais verdadeiro do que alguns do Chuck Norris (Calma, Chuck!).

No ano passado, quando “caiu mas não caiu”, o Belenenses tinha no elenco 19 jogadores brasileiros, entre eles o goleiro Júlio César, ex- Botafogo; o zagueiro Rodrigo Arroz, ex-Flamengo; e os atacantes Roncatto, ex-Guarani, e Marcelo, ex-Vasco e Maíra do BBB 9.

Atenção: Esses eram os melhorzinhos…

Neste ano o número de brasileiros diminuiu, mas o elenco ainda conta com alguns de, no mínimo, qualidade duvidosa.

Mas nem todo brasileiro que vem jogar em Portugal é meia-boca só porque não ficou famoso no Brasil…

O plantel do Sp. Braga – segundo colocado no campeonato português, a 3 pontos do Benfica – conta com brasileiros mais conhecidos do público, como são os casos de Adriano Louzada e Márcio Mossoró, mas são os brasileiros desconhecidos (da maioria do público) que estão fazendo a diferença pela equipe do Minho.

Na campanha histórica que o Braga vem fazendo, eu destaco quatro atletas brasileiros: Vandinho, Matheus, Alan e Paulo César.

Vocês conhecem algum deles?

Vandinho: Vandinho esteve para ser dispensado do Braga na temporada passada, mas acabou reencontrando seu futebol como volante mais recuado, um autêntico nº5.

O camisa 88 é o pulmão do meio-campo bracarense. Mesmo aos 32 anos, o brasileiro tem uma capacidade física incrível que lhe permite correr incansavelmente durante os 90 minutos.

Importantíssimo  na marcação e na cobertura dos laterais, principalmente quando João Pereira ainda estava no Minho, Vandinho também é o responsável pelo início das transições defesa-ataque da equipe bracarense.

Desde que foi suspenso por uma confusão no jogo contra o Benfica, a equipe caiu muito de produção.

Matheus: Este é o pé de coelho do treinador Domingos Paciência. Matheus disputou todos os jogos da liga até agora, a maioria vindo do banco.

Matheus joga avançado pelas faixas laterais do campo, explorando sua grande velocidade, sempre buscando a linha de fundo para cruzar para um dos atacantes. Este ano, porém, começou a ser aproveitado como centroavante.

Meyong e Adriano Louzada são muito lentos e dão pouca mobilidade  e versatilidade ao ataque. Domingos, então, passou a apostar em Matheus para esta posição em fases de jogo que pediam jogadores mais velozes.

Não foram poucas as vezes que Matheus entrou no lugar de um desses dois e matou a partida.

Alan: Na minha opinião, Alan, 30 anos, é o jogador mais importante e perigoso do Braga. Foi peça fulcral na série de sete vitórias consecutivas que acabou credenciando a equipe de Domingos como uma das candidatas ao título.

Alan ataca com muita força pelos lados do campo e nas transições defensivas recua para fechar o meio-campo. Muito rápido e habilidoso, Alan desiquilibra com frequência a última linha do adversário e está sempre pronto para rematar ou passar a bola – já leva 5 gols e 4 assistências em 23 jogos.

Paulo César: Aos 30 anos, Paulo César é, para mim, a “revelação” do Braga. Este brasileiro foi contratado junto ao Leiria na temporada passada com a incumbência de ser o centroavante da equipe minhota. Lembro-me que PC começou muito mal a época e logo foi para o banco de reservas.

Sem muitas oportunidades, Paulo César foi obrigado a se reinventar em campo. Passou a jogar como um falso atacante, atuando mais pelos lados do campo.

Não são poucas as vezes que Paulo César aparece na área sozinho para marcar, já que a sua movimentação constante acaba confundindo o adversário.

Para concluir, quem acompanhar o futebol português sabe que grande parte dos brasileiros que jogam em Portugal não  servem nem para equipes de Série-B no Brasil, mas é possível, sim, encontrar excelentes valores em alguns clubes. O Braga é um exemplo.

Outro jogador que eu gosto muito é o zagueiro Felipe Lopes, do Nacional da Madeira, mas esse é um assunto para outro post.

A situação dramática do Boavista

Lousada e Boavista se enfrentaram, ontem, em partida válida pela II Divisão B - o equivalente a Série C do brasileirão. O Boavista vinha de quatro vitórias seguidas e buscava outro triunfo para se afastar ainda mais dos últimos lugares.

Esperançosos com as últimas boas atuações da equipe axadrezada, muitos adeptos se deslocaram até Lousada, munícipio do Distrito do Porto - o mesmo do Boavista.

A partida, porém, não saiu como o planejado pelos torcedores do boavisteiros. O Lousada foi superior durante os 90 minutos e acabou por marcar dois gols ainda no primeiro tempo. O resultado poderia ter sido mais dilatado, não fosse uma bola na trave na segunda parte.

Quase no fim da partida, revoltado com a marcação de uma falta, o treinador do Boavista, Vitor Paneira, entrou em campo para tirar satisfações com o árbitro.

Sua atitude acabou incitando a ira dos adeptos alvinegros. Daí em diante, o acanhado estádio do Lousado foi palco de cenas de selvageria… Nada foi perdoado, nem mesmo as cabines de rádio e televisão.

O confronto entre torcedores e adeptos se estendeu para o lado de fora do estádio e só foi  acalmado com a chegada de reforços.

As cenas podem ser vistas nesse vídeo da Lousada TV:

Saldo final: Nove pessoas feridas e dois torcedores presos.

Com a derrota, o Boavista caiu para a 10ª posição, a seis pontos da zona de rebaixamento. O histórico clube português, primeiro campeão do novo milênio, já não tem mais chances de voltar para a Liga de Honra (Série B).

Entenda como o Boavista chegou “no fundo do poço”:

Depois de ter terminado a Liga Sagres 07/08 no 10º lugar, dez pontos acima do penúltimo colocado, o Boavista acabou sendo condenado a descida de divisão no dia 09 de Maio de 2008, após a resolução do caso Apito Final.

Apesar da grave crise financeira que se acentuou com a queda inesperada, o Boavista conseguiu se inscrever na Liga de Honra do ano seguinte (Série B).

A equipe axadrezada, porém, sucumbiu aos diversos problemas que o clube enfrentava e caiu novamente, dessa vez no campo. Mas, com a queda do Vizela na secretaria, o Boavista foi convidado a permanecer na Liga de Honra, entretanto, como não conseguiu saldar uma dívida de 150 mil euros com a federação, teve mesmo que descer para a II Divisão.

A situação é dramática.

Como será o futuro do Boavista?

Por que eles não estão no Brasil?

Está cada dia mais fácil assistir qualquer evento esportivo na internet. Se você quiser, por exemplo, assistir o campeonato indiano de cricket ao vivo, é só entrar no google, digitar “indian premier league”, que surgirão vários sites com links ao vivo para a partida que você deseja.

Como tenho bastante tempo livre, já assisti muita coisa boa e muita coisa ruim na internet. Foram horas e horas acompanhando o fantástico campeonato finlandês de futebol, os playoffs da liga norueguesa de vôlei, os jogadores brasileiros perdidos na arábia, desafios internacionais de cricket, lacrosse e por aí vai…

Confesso… a maioria desses campeonatos-torneios-desafios me traumatizou de tal maneira que hoje em dia passo longe de alguns sites! Mas um campeonato que eu não costumava dar muita atenção, mas que agora vejo sempre que posso, é o argentino (de futebol,claro).

Sempre passam boas partidas às sextas e segundas, quando geralmente não tem muito o que fazer por aqui…

As partidas na Argentina são muito intensas, cheias de rivalidade, principalmente pela proximidade entre os clubes – só em Buenos Aires são sete.  Aqui, um encontro entre Atlético-MG e Vasco é tão frio que não dá nem vontade de assistir. Enquanto que lá, quase toda rodada tem três ou quatro jogos em que os times dão a vida para vencer.

Mas o Campeonato Argentino não é só força, garra, vontade e catimba. O que não falta por lá são bons jogadores que cairiam muito bem no futebol brasileiro.

Joaquin Boghossian, potente atacante uruguaio de 22 anos, foi contratado pelo Newell’s junto ao modesto Cerro do Uruguai um pouco antes do torneio apertura. Bogol-ssian, como ficou conhecido, marcou 11 gols em 18 rodadas,  e foi dos principais destaques da equipe rubronegra que foi vice-campeã do torneio apertura.

Com 1,97 e 80kg, Boghossian é o típico camisa 9 que faz muitos gols e que vai ser vendido por uma fortuna para algum clube europeu.

Sebástian Fernandez, também uruguaio, de 24 anos, é um atacante veloz, de muita mobilidade, que seria titular em muitos clubes brasileiros. Na temporada passada fez uma dupla perfeita com outro uruguaio, o veterano Santiago “El Tanque” Silva.

Ainda no Banfield, um dos jogadores que mais me chamou a atenção foi o colombiano James Rodriguez, de apenas 18 anos. Rodriguez é um jogador que sabe tratar bem a bola, é elegante e  tem um pé esquerdo formidável. Essa jóia colombiana foi contratada junto ao poderosíssimo Envigado (???) por “milhões” de euros.

O meia já desperta o interesse de alguns emblemas europeus, entre eles a Udinese, e vai render muitos euros – dessa vez sem aspas – ao clube que o descobriu no “futebol de várzea” colombiano.

Para não ficar só nos estrangeiros, o Gimnasia La Plata tem um jogador que já poderia estar no Brasil há algum tempo, mas que deve ir direto para a Europa. Trata-se do volante argentino Rinaudo, um dos heróis do Gimnasia na luta contra o rebaixamento. Mesmo com 22 anos, Rinaudo é um jogador que se impõe no meio-campo, marca muito bem, comete poucas faltas, e sabe sair jogando como poucos na posição.

Eu poderia ficar listando jogadores por mais dois ou três dias, mas essa não é a intenção do post. Na verdade, eu quero tentar responder a pergunta do do título.

Por que esses jovens jogadores tão talentosos não estão no Brasil?

Outro dia saiu a notícia de que a RCA, empresa do ramo de eletrônicos, desembolsa anualmente R$900 mil para ser cotista máster  do Estudiantes de La Plata, atual campeão da Taça Libertadores. Este valor não chega nem perto do que a Batavo paga mensalmente ao Flamengo ou do que o Corinthians paga ao Ronaldo.

Ou seja, dinheiro não é problema.

Teríamos nós, brasileiros, algum preconceito com jogadores sul-americanos? Será que nós achamos que os nossos jogadores são tão superiores aos uruguaios, argentinos, colombianos, e que seria perda de tempo e dinheiro contratá-los?

Também não creio… Caso contrário, não teríamos o prazer de ter assistido em terras tupiniquins craques como Leandro “El Gordo” Zárate, Jorge “El pié de yeso” Artigas, Luis Miguel “La ballena” Escalada ou o Max “El enano” Biancucchi.

O que acontece, na minha opinião, é que a falta de visão dos nossos dirigentes acaba por afastar estes jogadores do futebol brasileiro. Afinal, se grande parte dos clubes da Série A mal tem olheiros em outros estados do país, como poderiam estar atentos a estes jogadores que surgem em clubes menores do Uruguai, Colômbia e Chile?

Fica impossível.

Vemos cada vez mais times brasileiros repatriando jogadores acima dos 30 anos por uma fortuna, quando o certo seria investir nesses jovens valores, pois, num futuro próximo, dariam retorno financeiro ao clube. Eu não consigo entender, por exemplo, a contratação do Roberto Carlos.

Mas enfim… É questão de opinião.

Para finalizar, acho que, há 15, 20 anos, como êxodo de jogadores brasileiros para o exterior era menor, até se entendia a pouca atenção destinada aos campeonatos menores da América do Sul.

Mas, hoje, com os nossos craques indo embora com 17, 18, 19 anos, torna-se inviável fazer um campeonato nacional de qualidade sem a presença dessas verdadeiras preciosidades escondidas nos gramados mais remotos do nosso continente.

É bom os cartolas brasileiros ficarem de olho, porque já tem muitos clubes europeus de segunda linha (holandeses, portugueses, belgas) começando a garimpar talentos aqui ao nosso lado!

Eliminação à vista

Tudo parecia muito simples para o alvinegro carioca na noite de ontem: jogava em casa contra o São Raimundo, clube da terceira divisão nacional, e ainda tinha a vantagem do empate devido à punição imposta aos paraenses por conta da escalação irregular de três atletas no jogo de ida.

Mas o que parecia simples ficou complicado…

Logo no início da partida, o estreante Danny Morais abriu o placar para o Botafogo, dando a impressão de que poderia acontecer uma goleada. Doce ilusão. A equipe de General Severiano esfriou no jogo e parou de pressionar, enquanto o valente São Raimundo lutava para sobreviver na competição.

O Botafogo parecia acomodado. No fundo, os jogadores pensavam que a vitória chegaria a qualquer momento, Mas o que se via era uma defesa frágil e exposta, um meio-campo acéfalo e dependente do inoperante Lúcio Flávio, jogando contra uma equipe extremamente aplicada e esforçada, que apesar de toda sua limitação técnica, insistia em incomodar a defesa alvinegra.

Apesar do cenário calamitoso, o Botafogo abriu por duas vezes (3×1, 4×2) uma boa vantagem no placar, o que dava a falsa impressão de tranqüilidade. Mas do outro lado tinha uma equipe que insistia, atacava e dava sustos. Até que aos 44 minutos da etapa final, Ítalo marcou o terceiro gol do clube paraense, irritando profundamente a torcida botafoguense.

Final de jogo, Botafogo 4×3 São Raimundo.

O Botafogo venceu e convenceu. Convenceu a sua torcida de que o time é fraco, que o Leandro já não é mais o Guerreiro de outrora, que o Lúcio Flávio não pode ocupar o posto de “maestro”, e que a situação é tão grave que o time sentiu a falta do fraquíssimo Fahel em campo, após ele ser substituído por Caio.

Sim… O Botafogo de Joel Santana é uma maravilha se comparado ao bando comandado por Estevam Soares, mas, infelizmente, o futuro do Botafogo não deverá ser dos mais brilhantes na Copa do Brasil.

Com um time – pelo menos hoje pode ser chamado de time – ainda muito fraco, o Botafogo não parece ter capacidade de enfrentar em igualdade de condições times como Santos, Palmeiras, Atlético-MG e Grêmio para brigar pelo título.

Caso o tão sonhado meia-armador e outros reforços de bom nível não cheguem, o sufoco no Brasileirão será grande.

O futebol anárquico do Atletico de Madrid

Do meio para frente, acredito que o Atletico de Madrid seja uma das melhores equipes da Europa. Afinal, quantos times têm no ataque um goleador do nível do uruguaio Diego Forlán e um jogador habilidoso e imprevisível como Kun Aguero? Os pontas, Simão Sabrosa e Reyes, também teriam vaga em muitos clubes de ponta na Europa.  

É difícil encontrar uma equipe que reúna tantos jogadores talentosos no setor ofensivo. E por serem jogadores que possuem características diferentes, teoricamente, deveriam se completar facilmente. 

O jogo entre Atlético e Sporting foi bastante esclarecedor para entender o porquê do time espanhol ser tão irregular.  

Por que o Atlético  não consegue ir bem no Campeonato Espanhol – atualmente é o 12º colocado -, mas, por outro lado, chegou à final da Taça do Rei e às oitavas da Liga Europa? 

Vou explicar… 

Mesmo com um jogador a mais desde o primeiro tempo, o Atlético levou pouco perigo ao gol de Rui Patrício. 

As duas principais chances da equipe de Quique Flores surgiram em jogadas individuais de Kun Aguero. Numa delas, o argentino entortou o volante Miguel Veloso três vezes, deixou Polga no chão e por pouco não marcou. Foi um lance lindo… Até o Maradona, que estava na arquibancada vendo o jogo, vibrou. 

A jogada que resultou na expulsão do lateral Leandro Grimi, também surgiu de um lance individual do José Reyes. 

Todos os bons momentos do Atlético surgiram de jogadas individuais. Cada jogador de frente fazia aquilo que lhe desse na telha. A equipe não jogou de forma coesa, não funcionou como conjunto, e o resultado poderia ter sido pior… 

Forlán, muito sozinho, não levou perigo ao gol defendido por Rui Patrício; Simão, pouco inspirado, foi substituído com 15 minutos do 2ºT; Aguero teve alguns lampejos, mas, muito individualista, não conseguiu resolver o problema do Atlético; Reyes incomodou mais a equipe lisboeta, mas não foi o suficiente. 

Hoje, o Atlético joga um futebol anárquico. Os jogadores abusam das jogadas individuais, sobem na hora que querem, aparecem para tabelar na hora que querem, chutam, tocam ou cruzam na hora que querem. Enquanto que do outro lado tinha uma equipe bem treinada, com padrão de tático, movimentos sintonizados e que não deixava espaços. 

O Atlético depende muito de lampejos individuais dos seus principais jogadores. Por isso, num campeonato longo e difícil como o espanhol, a equipe de Madrid está fazendo uma campanha tão irregular. 

Já nos jogos de Taça, esse Atlético sempre terá mais chances de se dar bem, pois, seus principais jogadores têm capacidade para decidir uma partida em apenas um lance. 

Apesar do bom resultado que o Sporting conseguiu, não dou como certa a classificação da equipe portuguesa. 

Como eu disse anteriormente, o quarteto ofensivo do Atlético é muito perigoso, principalmente em jogos de Taça, onde um gol fora de casa pode fazer a diferença. 

É bom os sportinguistas abrirem o olho com esse Atlético do futebol anárquico.

ESQUECERAM O BOAVISTA

Toda segunda-feira compro o jornal A BOLA e vou ao Trianon, um café que fica aqui ao lado de casa, para tomar o “pequeno-almoço” e ler as notícias desportivas do fim-de-semana.

Eu tenho um hábito meio estranho, não muito convencional… Gosto de ler jornais e revistas da última para a primeira página. Então, no caso da BOLA, primeiro leio as crónicas que vêm no final do jornal; depois passo pela parte da TV, com programação e novidades; sigo pela parte do Futebol Internacional até chegar no futebol nacional.

A  editoria “futebol nacional” é a que eu menos gosto. Como não sou benfiquista-sportinguista-portista, não tenho a mínima paciência para ler 7, 8 páginas de cada um desses times, ainda mais porque, basicamente, apenas relatam uma partida que eu assisti e as entrevistas que eu já ouvi.

Como profundo admirador do futebol “lado B”, prefiro perder o meu tempo lendo sobre os jogos das divisões inferiores, pois dificilmente as partidas são transmitidas pela televisão.

Desde a queda para a II Divisão – o equivalente a série C do Brasil – que venho acompanhando os passos do Boavista, pelo menos todas as segundas-feiras no jornal.

No último domingo, os axadrezados conseguiram sua quarta vitória consecutiva, contra o Espinho, no Estádio do Bessa – casa do Boavista, para quem não está familiarizado –, e pularam para o 7º lugar.

Ah… Espera aí.

O Boavista está na II Divisão (Série C), eu não me confundi. Depois de ter terminado a Liga Sagres 07/08 em 10º lugar, dez pontos acima do penúltimo colocado, o Boavista acabou sendo condenado a descida de divisão no dia 09 de Maio de 2008, após a resolução do caso Apito Final.

Apesar da grave crise financeira que se acentuou com a queda, o Boavista conseguiu se inscrever na Liga Vitalis do ano seguinte (Série B), mas acabou caindo no campo.

A equipa axadrezada sucumbiu aos diversos problemas que o clube enfrentava. Não havia patrocinador, os salários estavam atrasados e, para completar, quase todo dinheiro que entrava era penhorado.

Com a queda do Vizela na secretaria, o Boavista foi convidado a permanecer na Liga Vitalis, mas, como não conseguiu saldar uma dívida de 150 mil euros com a federação, teve mesmo que descer para a II Divisão.

Voltando para onde estávamos,

Depois de passar muito tempo na zona do rebaixamento, o primeiro campeão português do milénio começava a ganhar fôlego na competição…

Mas o jornal A BOLA, assim como outros dos principais veículos de comunicação do país, não ligaram muito para isso…

No jornal vinha apenas a ficha do jogo e um pequeno comentário que eu irei transcrever:

“O Boavista justificou a vitória sobretudo pela exibição feita no segundo tempo, frente a um Sp. Espinho muito determinado em, também ele, conquistar os três pontos.”

Só isso. Nenhuma menção às vitórias consecutivas ou à corrida pela fuga do rebaixamento. Ultimamente o Boavista só aparece nos noticiários quando não pode inscrever jogadores ou tem algum bem penhorado.

Muito triste essa situação, ainda mais por se tratar de um clube histórico, que tem uma certa representatividade na segunda maior cidade do país, como vocês podem ver no vídeo abaixo: